Paris era um grande centro, não só cultural, mas também de diversão.

A Belle Epoque foi um período de grande desenvolvimento na Europa, e também, de pacificação entre os países europeus. Surgem novas descobertas e tecnologias principalmente na Alemanha, no Império Austro-Húngaro, na França, na Itália e no Reino Unido. E, no cenário cultural aparecem os cabarés, o cancan(dança das vedetes francesas), e o cinema. Já à arte, tomava novas formas, com o Impressionismo e o Art Nouveau.

            Nessa época, o aparecimento de novas tecnologias, como o telefone, o telégrafo sem fio, a bicicleta, o automóvel, o avião, tornavam uma nova percepção da realidade.

            Paris veio a ser o novo centro cultural mundial, pelos seus cafés-concertos, balés, operetas, livrarias, teatros, boulevards e a alta costura inspirando e influenciando várias regiões do Planeta. Ir a Paris ao menos uma vez por ano era quase uma obrigação entre as elites, pois garantia o vínculo com a atualidade do mundo.

            Na arte, houve algumas mudanças, os teatros, as exposições de telas, e os cinemas entraram no quotidiano dos burgueses, em que apenas eles podessem ter acesso.

            O Art Nouveau ou Arte Nova é um estilo típico da Belle Epoque, surgiu no final do século XIX, o qual valoriza a natureza, enfatizando as curvas sinuosas baseadas nas formas elegantes das plantas e dos animais. É uma arte essencialmente decorativa sendo as principais obras desse estilo fachadas de edifícios, objetos de decoração (móveis, portões, vasos), jóias, vitrais e azulejos. Um dos pintores mais conhecido do Art Nouveau é Alfons Mucha.

            Já, a fotografia, teve grande impacto na arte, dando origem ao Impressionismo. Devido à perfeição da realidade relatada no retrato, os pintores Impressionistas tiveram maior liberdade no campo da arte. As pinturas começaram a ser menos realistas trazendo com elas as marcas das pinceladas. Sendo que, geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza, de acordo com a luz e o movimento.  Claude Monet foi um dos maiores artistas da pintura impressionista da época.

A nível literário, a época ficou marcada pelo surgimento de novos gêneros, como os romances policiais e de ficção científica, em que se destacavam os heróis solitários, como por exemplo Arsène Lupin ou Fantômas, que se mascaravam e usavam armas modernas e inovadoras.

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As Guerras do Ópio

O século XIX ficou marcado pelo predomínio quase absoluto do comércio inglês. Maior potência econômica da época, a Inglaterra dominava os mares e fechava negócios nos quatro cantos do mundo. Vendia seus produtos por bons preços e comprava matérias-primas com facilidade e preços camaradas.

A intenção, desde a época do Mercantilismo lá no começo da Idade Moderna, era manter a balança comercial favorável, mas desta vez sob uma nova ideologia comercial, o Imperialismo que, explicado de uma forma extremamente simplista, é um Mercantilismo mais agressivo, apoiado não só nos acordos comerciais mas também no uso da força militar quando necessário.

E entre todos os países que comercializavam com a coroa britânica, um em especial estava levando uma incômoda vantagem sobre a balança inglesa: a China.

Os chineses produziam e vendiam chá de excelente qualidade para os ingleses  apreciadores históricos da bebida , além de seda e porcelana, que eram apreciadas por toda Europa, e não compravam produtos ingleses com a mesma intensidade. Resumindo: os ingleses compravam muito da China e os chineses não se interessavam pelos produtos da Inglaterra.

A balança pendia sempre para o lado chinês.

Nesta época a Índia, vizinha da China, já era uma colônia britânica. E já naquela época tanto Índia quanto China eram países populosos  estima-se que no início do século XIX a China já contava uma população de cerca de 450 milhões de pessoas. Os ingleses lucravam bastante na Índia e queriam lucrar ainda mais na China.

Na época o único porto chinês aberto aos ingleses era o de Cantão. E o único produto que os chineses apreciavam sem limites e que os ingleses conseguiam vender por um bom preço era o ópio. A papoula, de onde o ópio é extraído, era plantada, beneficiada na Índia e vendida pelos ingleses.

Um país contra um entorpecente

A Inglaterra chegou a exportar 400 toneladas de ópio por ano para a China, usando como porta de entrada o porto de Cantão.

O império chinês não via com bons olhos o consumo desenfreado do ópio, existiam leis que puniam quem fosse encontrado consumindo a droga, mas existia também uma certa vista grossa dos responsáveis pelo policiamento.

O governo chinês não proibiu o consumo de ópio à toa. Seu uso chegava a atrapalhar setores da sociedade chinesa — não muito diferente do que acontece hoje no mundo todo com outras drogas pesadas. Grande parte do corpo militar chinês consumia ópio e preocupava setores do império, pois soldados viciados são mais abertos à corrupção.

Sendo assim, em 18 de março de 1839 o imperador da dinastia Qing baixou um decreto proibindo de vez o comércio de ópio. Um emissário do imperador foi morto por marinheiros ingleses enquanto inspecionava a carga trazida por um dos navios ancorados no porto de Cantão, e este fato foi o estopim para que o imperador mandasse os soldados confiscar e queimar cerca de 20 mil caixas de ópio.

Os ingleses, lógico, não aceitaram perder toda esta mercadoria e iniciaram a Primeira Guerra do Ópio. Donos de um poderio marítimo militar tão forte quanto seu poderio comercial, os ingleses não hesitaram em cercar e bombardear Cantão e Nanquim. Os barcos chineses, feitos de madeira e movidos à vela, foram facilmente destruídos pela marinha britânica.

Os chineses até tentaram resistir por um tempo, mas foi em vão, já que os ingleses tinham maior poderio militar. Em 1842 os chineses assinaram o Tratado de Nanquim, que permitia a abertura de cinco portos para os ingleses (Cantão, Fuchou, Xangai, Amói e Ningpo), a entrega da ilha de Hong Kong, que ficaria sob controle inglês por 100 anos (mas só foi devolvida em 1997!) e o tratado previa também o pagamento de uma pesada indenização pelos danos da guerra.

Com os portos abertos para os ingleses, a França e os EUA — entre outras nações — também passaram a operar nos portos chineses. Mesmo assim o comércio na região não evoluía da maneira esperada pelos ingleses — com exceção do ópio, que continuava sendo contrabandeado para a China. O fato é que os superiores do governo chinês atrasavam o máximo as decisões comerciais, testando a paciência dos comerciantes ingleses.
Este cenário durou até 1856, quando soldados chineses abordaram e revistaram o navio inglês Arrow, gerando um grande atrito diplomático e que provocou a Segunda Guerra do Ópio, quando britânicos e franceses se uniram contra os chineses em 1857.

Óbvio que o chineses saíram mais uma vez derrotados, e em 1858 os ingleses exigiram a assinatura do Tratado de Tianjin, que indicava que onze portos chineses seriam abertos ao comércio com o ocidente, garantia a liberdade de comércio aos mercadores europeus e o livre trânsito de missionários cristãos pelo império chinês.

Na época o imperador Xianfeng não aceitou o tratado e Pequim foi sitiada por tropas inglesas. Somente após a Convenção de Pequim, em 1860, é que o tratado foi assinado. Os chineses também tiveram que criar um Ministério dos Negócios Estrangeiros  para facilitar as decisões comerciais entre os países  e baniu dos documentos oficiais chineses a palavra “bárbaros” para designar os povos ocidentais.

Desta vez a China teve que acatar a legalização do comércio de ópio pelos ingleses, e seu comércio e consumo só foram banidos com medidas mais enérgicas a partir de 1949, após a Revolução Chinesa. Hong Kong, como citado acima, só foi devolvida aos chineses mais de 100 anos depois, em 1997. Até a Revolução de 1949, mais de cinquenta portos chineses sofriam ingerência de outros países.

A China sofreu com o ópio e a influência comercial dos países ocidentais. A Inglaterra hoje em dia não é mais a maior potência comercial do planeta, enquanto a China rivaliza diretamente com os EUA, manda-chuvas comerciais da atualidade.

O BRASIL NA CRISE DA ESCRAVIDÃO

Características da abolição da escravidão no Brasil: 

 

 

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  • Os escravos eram obtidos por compras junto aos comerciantes da África, as guerras eram constante meio de venda do escravo;
  • Na África ocidental ocorreu uma agitação religiosa cujo acreditavam que Alá seria enviado para liderar o fim dos tempos, o que ocorreu várias guerras onde o número de prisioneiro aumentou, e consequentemente o número de escravos que eram traficados;

 


     

 

  IDENTIDADE NEGRAS

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  • Nascidos na África vindo para o Brasil eram identificados por designações variadas (o porto onde desembarcavam; denominações genéricas criadas no Brasil; por língua falada pelos escravos);
  • Muitas das designações eram impostas pelos escravos, pois melhoraria a sobrevivência entre eles;
  • Os escravos de GANHO e LIBERTOS, se uniam em cantos, onde ofereciam serviços, sempre com grupos de mesma origem;
  • As irmandades religiosas foram importante para a socialização dos escravos recém chegados da África, com auxílios nas doenças, na invalidez e na morte;
  • A quantidade da população mestiça r liberta no Brasil estava ficando cada vez maior, o que também proporcionou o aumento da produtividade nas fazendas de café;

CONTRA O TRÁFICO

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José Bonifácio (1736-1838)

 

  • Utilizando argumentos sobre a crueldade e desumanidade do regime escravista, os ingleses centraram esforços para abolir o tráfico negreiro realizado por seu principal aliado, Portugal;
  • Os ingleses combateram o tráfico durante toda a primeira metade do século XIX. A condenação moral ao tráfico e à própria escravidão só cresceu ao ongo desse período;
  • Para reconhecer a independência do Brasil, a Inglaterra estipulou como condição a ratificação dos tratados de 1810 e de demais acordos de restrição ao tráfico negreiro;
  • O governo brasileiro aceitou as exigências em 1827, prometendo que em três anos aboliria o tráfico. Mas boa parte da população era contra o fim do tráfico, pois estavam indiretamente envolvidas com a escravidão;
  • Naquele momento, consideravam impossível abolir o tráfico, quanto mais a escravidão, sob o risco de arruinar a economia agroexportadora do país;
  • A posição assumida por José Bonifácio é um bom exemplo desse dilema: “a escravidão é um mal necessário á economia brasileira, mas que devia ser extirpado de maneira lenta e gradual;

 


O FIM DO TRÁFICO

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  • Em 1845 acabou o prazo fixado pelo acorde de 1826 entre Brasil e Inglaterra que permitia o patrulhamento inglês a navios brasileiros. Os traficantes brasileiros julgaram livres dessa ameaça, mas estavam errados;
  • Em 1845 foi aprovado um projeto no parlamento britânico, pelo ministro Aberdeen-que considerava o tráfico um ato de pirataria, passível de ser julgado como crime, a ser reprimido por qualquer nação independente de acordo internacional;
  • Em 4 de setembro de 1850, Eusébio de Queiroz preferiu aprovar a lei que extinguiu de vez o tráfico de escravos africanos para o Brasil, prevendo castigos severos para os infratores e apreensão das pessoas traficadas ilegalmente;
  • Os africanos traficados depois dessa lei foram considerados ilegais, o que legitimava a escravidão dos desembarcados e negociados a partir de 1831;

 

Fonte: VAINFAS.R; FARIA.S.C; FERREIRA.J; SANTOS.G.História.2.ed.Saraiva.2015

República das Américas

Asgumentos contra a abolição da escravidão

🔹Os escravos eram uma mão de obra gratuita, então o custo de produção era totalmente zero e com isso lucrava mais; 

🔹A abolição provocaria uma crise no setor agroexportador brasileiro;

🔹Iria trazer uma enorme desistabilidade economica porque o tráfico negreiro era o que movimentava a economia; 

🔹Os brancos não iriam aceitar, de modo algum, os negros no mesmo patamar que eles,  e tambem nao iriam querer trabalhar.

Argumentos a favor da abolição da escravidão 

🔹Os escravos eram bem de troca;

🔹O capital que era utilizado para o tráfico dos escravos poderia ser utilizado para uso econômico interno, ou seja, focaria na economia do Brasil;

🔹A vinda dos escravos estava causando uma certa “hiperlotação” da população brasileira;

🔹Estava favorecendo a aculturação na África, ou seja, retirando toda a cultura já criada pelos escravos africanos que de lá saiam;

🔹A Inglaterra, país que o Brasil já devia favores, clamava pela abolição. Ao abolir a escravatura  poderíamos ficar independentes desse país;

🔹E principalmente, os escravos eram um atraso econômico ao Brasil, que não focava na sua economia interna, podendo dar ênfase à industrialização que já dava as caras pela Europa;

🔹Os escravos africanos trazidos ao Brasil começavam a se relacionar com nativos, portugueses, e a população brasileira tornava-se cada vez mais crioula e mestiça. Assim, já não era válido justificar a escravidão dos povos negros, pois eles agora faziam parte da identidade brasileira.

​Regências e revoltas no Brasil

Com a abdicação de dom Pedro 1º, em 1831, seu filho, Pedro de Alcântara, de apenas cinco anos, herdou o trono imperial. O Brasil foi governando, então, por regentes, que conduziram o governo até que o herdeiro atingisse a maioridade e assumisse o trono. A regência inaugurou uma nova fase da história do Brasil Império, marcada pela eclosão de inúmeras rebeliões sediciosas e pela reorganização das forças políticas nacionais.
Antes da abdicação de Pedro 1º, três correntes políticas predominavam no cenário nacional, organizadas em dois partidos políticos. O Partido Brasileiro representava tanto os interesses dos grandes proprietários agrários como o dos liberais, com maior inserção nas camadas urbanas. O Partido Português representava basicamente os interesses da alta burocracia do Estado e dos comerciantes portugueses ligados ao antigo comércio colonial. No início do período regencial, porém, essas forças políticas se reorganizaram. Surgiram, então, dois novos partidos: o Partido Moderado e o Partido Exaltado.
Partidos políticos do período imperial

O Partido Moderado, apelidado de chimangos, passou a representar, unicamente, os interesses dos grandes proprietários agrários. Eram defensores da escravidão; da monarquia moderada, isto é, sem absolutismo; da preservação da unidade territorial do país, e da ampliação da autonomia das províncias. Os líderes mais importantes eram o padre Diogo Antônio Feijó, Evaristo da Veiga e Bernardo Pereira de Vasconcelos.
O Partido Exaltado, apelidado de farroupilhas, passou a representar os interesses das camadas urbanas. Defendiam a ampla descentralização do poder, através da autonomia administrativa das províncias e instauração do sistema federalista. Desejavam substituir a monarquia pelo regime republicano. Seus principais líderes foram Borges da Fonseca, Lélis Augusto May e Cipriano Barata.
O Partido Português, por outro lado, apenas modificou sua denominação para Partido Restaurador, e seus me

Primavera dos Povos

A emergência dos nacionalismos na Europa, no século XIX, é indissociável da ascesão do capitalismo e da burguesia e do declínio da aristocracia. A Primavera dos Povos representou o triunfo da cidadania relacionada ao Estado e não mais a figura do rei. Chamam de Primavera dos Povos, movimentos revolucionários em várias cidades européias, iniciados pelas massas populares, cada uma com seus problemas específicos. Tais movimentos tiveram o apoio dos socialistas e foram agravadas pelas aspirações dos republicanos, dos partidários de monarquias constitucionais e dos “patriotas” defensores da unificação, todos contra antiga aristocracia e o poder indiscriminado dos reis. A Primavera dos Povos mudou o perfil político do mundo europeu.

IRRUPÇÃO DO NACIONALISMO

O nacionalismo despontava como o grande aglutinador de forças. Na França, o ideal serviu para que classes populares reivindicassem o direito ao voto. Nos movimentos de unificação da Itália e da Alemanha, lutava-se também por cidadania (direitos civis e direitos políticos). Por essa razão, as revoluções que ocorreram em diversas partes da Europa acabaram batizadas de Primavera dos Povos

Longo caminho percorrido, muitas insurreições realizadas. As revoluções de 1848 foram determinantes para que as monarquias ainda absolutistas se tornassem constitucionais ou acabassem substituídas por regimes republicanos. Colaboraram também para preparar o caminho para unificação nacionais e o surgimento de novos Estados, redesenhando o mapa político europeu. Mais do que isso : serviram para afastar a Igreja Católica dos governos, introduzir o proletariado como grupo a ser considerado ba participação política e abrir caminho para o voto universal.

Primavera dos Povos 1848.

Fonte: Livro História 2 – Ronaldo Vainfas 🔹 Sheila de Castro Faria 🔹Jorge Ferreira 🔹 Georgina dos Santos