No dia 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra.

Nesse ano de 2017, os alunos do IFMG Ouro Preto e toda a  comunidade puderam prestigiar eventos sobre esse tema. Durante o dia todo ocorreram apresentações artísticas nesse instituto. Na parte da manhã ocorreu uma mostra de curtas de contos do Machado de Assis além da exposição de uma Mini biografia desse belíssimo autor negro, recitação do poema “Consciência Negra – Francisco Carneiro Barbosa”, uma apresentação de dança, entre outros. Na parte da tarde às apresentações foram mais fervorosas e originais, uma vez que alguns alunos produziram poemas e os recitaram com uma entonação sensacional, a dança mix de uma música da Carol Conká juntamente com o Léo Santana arrancou imensos aplausos da plateia, não deixando faltar a roda de capoeira que lutou/jingou/dançou no palco. Para finalizar as apresentações desse dia, pode-se prestigiar do cantor Raphael Sales, na voz e no violão.

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O FANTASMA DO FASCISMO ASSOMBRA O BRASIL

bolsonaro por latuffNum programa de “humor” da TV Bandeirantes, um daqueles dinossauros reacionários antiquados, representando o que há de mais atrasado no campo de direitos humanos, cidadania e memória coletiva, ressurge, destilando todo seu ódio, preconceito e “virilidade”, afirmando que época boa pra o Brasil era a ditadura, afinal, naquele tempo existia “respeito, segurança e ordem pública”.

Seguindo essa linha de raciocínio o deputado Jair Bolsonaro afirma: “só é respeitado quem tem o poder de intimidar” atribuindo a lógica da força, do medo e da barbárie. Para ele macho que é macho é violento e se impõe. A retórica de Bolsonaro causa inveja ao Capitão Nascimento personagem “fictício” de José Padilha no filme Tropa de Elite. O que está em jogo para ambos é a defesa da nação na busca da segurança e da ordem da classe dominante, se baseando nos bons modos e na defesa da nação, nessa lógica perversa vale tudo: tortura, extermínio, preconceito e homofobia, elementos centrais da ideologia fascista

A proporção das palavras ácidas de Bolsonaro em um programa de TV aberta, em horário nobre, fere toda lógica do bom censo, uma das suas bestialidades soltada aos quatro ventos foi: “agir com energia não é torturar”. Enquanto Nascimento agiu energeticamente asfixiando com saco plástico moradores pobres das favelas cariocas, sendo aplaudido de pé pela ala conservadora brasileira, Bolsonaro é mais antigo, sonha com a volta do pau-de-arara da ditadura, para punir os rebeldes, subversivos e contrários a ordem, e recebe constantemente apoios na internet de pessoas “compromissadas com a defesa da nação”.

Por que Bolsonaro não luta por uma política enérgica contra a corrupção, o monopólio dos veículos de comunicação, as grandes propriedades de terra? Será por que suas referências políticas são os defensores do golpe de 1964, os ditadores Médici, Geisel e Figueiredo, o trio de ferro da ditadura que dizimou milhares de vida. A ditadura foi antifamília, pois não houve em outro período da história do Brasil tantos pais que sofreram com a morte, prisão e desaparecimento de seus filhos.

Nos cinco minutos que Bolsonaro teve a palavra para expor sua opinião perversa e violenta não bastou defender a ditadura militar, ele ainda teve disposição para disparar seu posicionamento contra negros e homossexuais: “não passa pela minha cabeça ter um filho gay, por que ele teve uma boa educação”, afirmando que nunca teria um filho gay, pois é bem educado. Segundo ele “sou um pai presente e caso meu filho optasse pela homossexualidade a porrada curaria” A violência para ele resolve tudo.

Sobre as cotas raciais o deputado lança um direto de direita: “eu não entraria em um avião pilotado por um cotista e nem aceitaria ser operado por um médico cotista”, mostrando toda sua face racista, para ele universidade e bons cargos são coisas para os brancos de classe media e da elite. A performance racista se acentua em uma pergunta feita por Preta Gil sobre o que faria se um filho seu se apaixonasse por uma negra, enfático ele diz: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco, meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente promiscuo, lamentavelmente como é o teu”.

A boa educação que Bolsonaro se baseia é aquela herdada do Brasil colonial aonde os senhores brancos abusavam do poder do chicote e do Estado eviolentavam a população negra voluptuosa. Para os senhores, era muito mais fácil culpar a vítima que assumir seu caráter perverso. Assim, ao mesmo tempo em que violentavam e exterminavam uma população, publicamente faziam discursos defendendo a ordem, a moral, bons modos e a Nação.

Isso do passado lhe lembra algo do presente? A imprensa corporativista de modo geral sempre veicula os gêneros musicais dos negros funk e hip-hop como apologia a violência. Como será o tratamento com esse deputado branco da aristocracia brasileira, que não só incentiva a violência do Estado, como reforça o preconceito e o estigma contra negros e homossexuais.

O deputado Jair “reacionário” defere o ódio e a indiferença e defende claramente os fatores mais cruéis que freiam a conquista de cidadania e direitos políticos desse país: a ditadura militar, o extermínio, tortura, escravidão, preconceito. Mas ao que parece ele permanecerá intocável e inquestionável fortalecido pelo seu mandato parlamentar e brevemente terá a oportunidade de nos bombardear com sua ideologia nefasta.

Precisamos avançar com o debate de direitos humanos na sociedade, só assim combateremos o fantasma fascista que ainda persiste em nos assombrar.

 

Fonte: http://metamorfozesnacidade.blogspot.com.br/2011/04/o-fantasma-do-fascismo-assombra-o.html

Fascismo

“Os Fascismos” de Francisco Carlos Teixeira da Silva

Francisco Carlos Teixeira da Silva procura mostrar em seu texto “Os fascismos” o fenômeno do fascismo com uma conotação política mais ampla. O fascismo é um fenômeno que está ligado às contradições da modernidade, que não está restrito ao período entreguerras.
Denomina-se de fascismo o conjunto de movimentos e regimes de extrema direita que dominou um grande número de países europeus, tais quais Itália (chamado de fascismo padrão), Alemanha (chamado de fascismo radical), Hungria, Espanha, França de Vichy, desde o início dos anos 20 até 1945, porém o fascismo para muitos, ficou circunscrito ao nazismo e associado exclusivamente à história da Alemanha. O nazismo é um fenômeno do projeto fascista.
De acordo com o historiador Wolfgang Shieder poder-se-ia afirmar “que se reconhece como fascistas movimentos nacionalistas extremistas de estrutura hierárquica e autoritária e de ideologia antiliberal, antidemocrática e anti-socialista que fundaram ou intentaram fundar, após a Primeira Guerra Mundial regimes estatais autoritários. Neste último sentido, o fascismo constitui um dos fenômenos centrais e mais característicos do entreguerra” (Schieder, 1972, p. 97). Portanto, fascismo é um fenômeno com características peculiares, dentre elas o autoritarismo, o antiliberalismo, o antidemocratismo, o anti-socialismo e o nacionalismo, além de ser um regime de manipulação de massas. Os regimes são obrigados a adotar meios violentos, amparados em uma polícia secreta eficaz e numa propaganda ideológica maciça. As grandes massas estariam inseridas na participação mecânica ou na militância fanática.
Todos os fascismos são marcados por uma busca de raízes nacionais ou raciais que explicariam a autenticidade de seu próprio movimento. Todos os líderes fascistas em suma propunham um mesmo programa, partilhavam a mesma concepção de mundo, criavam mecanismos similares de manipulação de massas, votavam o mesmo ódio e desprezo pelo socialismo e pelo liberalismo e perseguiam as minorias tais como judeus, homossexuais, comunistas ou deficientes físicos.
O fascismo acusa as formas liberais de organização e de repressão, em especial o parlamentarismo liberal, de originarem a crise contemporânea. As posturas antiliberais tomam duas dimensões: de um lado a idéia de falência do sistema liberal e, de outro, o caráter geneticamente desagregador do liberalismo. O fascismo ofereceria uma variada gama de organismos sociais, onde o Estado deveria ser visto de forma harmoniosa, despido de contradições no seu próprio interior, bem diferentemente do Estado liberal, dilacerado por querelas de grupos. O Estado apresenta-se como fator de coesão nacional, capaz de reerguer a nação e restaurar a identidade nacional dilacerada pelas lutas ensejadas pelo regime liberal.
O Estado fascista busca seu poder político na unidade do povo. A única maneira de alcançar essa unidade entre povo e Estado, seria o Estado autoritário. Esse Estado não se caracteriza por uma autocracia e sim por uma policracia, com fontes autônomas de poder, com objetivos muitas vezes conflitantes, reunidos em torno de uma doutrina e de uma personalidade autoritária e carismática, o líder nacional.
O caráter propagandista do regime autoritário (alemão) e a busca pela identidade nacional ficam evidentes nas passagem a seguir: “só pode ser cidadão quem for membro da comunidade popular. Só pode ser membro da comunidade popular quem é de sangue alemão […]” (Os 25 pontos do Partido Nacional-Socialista Alemão).
O Estado possui um caráter intervencionista, pois é ele que organiza, normatiza e dirige a sociedade, com total desprezo por qualquer esfera exclusiva do privado. Neste campo, a principal tarefa do fascismo é fazer cessar as causas da desagregação social e, assim, transcender ao estranhamento dos indivíduos e dotá-los de uma identidade autêntica. A interferência permanente do Estado na vida privada dos cidadãos era parte integrante da mentalidade fascista, e um espaço vazio para a livre organização, mesmo que fosse um time de futebol, não era bem visto.
No plano econômico, o fascismo propunha um Estado que se apresentaria como a corporação do trabalho, supraclassista e acima dos interesses privados e de suas representações partidárias. Tendia a recuperar o primado político, submetendo o econômico a estreito dirigismo. A idéia básica era centrada na relação direta, de colaboração entre capital e trabalho, conforme o modelo corporativista. A política econômica pretendida pelos fascistas denomina-se autarquia.
Assim o dirigismo estatal e a organização corporativa, além de reconstruírem uma identidade perdida ao longo da instauração da sociedade industrial, liberal e de massas surgiam como poderoso instrumento anticrise.
O fascismo ficou marcado pelo anti-semitismo, pelo ódio aos judeus e a outros grupos
minoritários. Foi na Alemanha que o ódio aos judeus tomou aspecto de política de Estado, objetivo nacional. O massacre aos judeus nos é claramente conhecido como a barbárie do Holocausto. O fascismo identifica em si mesmo valores absolutos e qualquer diferença tornar-se-á objeto de eliminação violenta. O Holocausto deve ser filiado a uma concepção de mundo que nega qualquer possibilidade de um contratipo ao seu tipo padrão, e não à história específica de um povo.
A característica básica dos fascistas é a frieza, o distanciamento do outro, enquanto pessoa, em favor da identificação com um coletivo anônimo; já a minoria perseguida (judeus, homossexuais e ciganos) é caracterizada pela solidariedade, pela possibilidade de enfrentar desafios em nome do amor.
Ainda hoje, o fascismo é cultuado por alguns grupos, os neonazistas, espalhados pela Europa. Na Alemanha, a desnazificação é marcantemente incompleta e permite uma ponte visível entre o fascismo histórico e o neofascismo.

Bibliografia

SCHIEDER, Wolfgang. 1972. “Fascismo”. In História 3. Madri, Rioduero.
SILVA, Francisco C.T. da, “Os fascismos” In.: REIS FILHO, Daniel Aarão. Século XX. Vol. II: o tempo das crises. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.

9 livros a respeito do fascismo

 

A chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a vitória do Brexit nas urnas em 2016 só fizeram intensificar o debate mundial sobre o aumento da adesão a discursos carregados de autoritarismo, nacionalismo e populismo. Para mencionar outro exemplo, na França, a candidata da extrema-direita Marine Le Pen  conseguiu chegar ao segundo turno das eleições presidenciais em maio.

Recentemente, em Veneza, a Secretaria de Segurança Pública da cidade confiscou matérias de simbologia fascista e homenagens a Benito Mussolini , o ditador e líder do Partido Nacional Fascista italiano. No local também havia um alto-falante que espalhava a mensagem: “Tenho nojo de pessoas mal-educadas, sujas e da democracia. Sou favorável ao regime fascista”.

Em artigo publicado no El País , o historiador britânico Timothy Garton Ash compara a Rússia governada por Putin com o fascismo e defende: “o novo desafio [é] enfrentamos a globalização da antiglobalização, a frente popular dos populistas, a internacional dos nacionalistas”.

Para entender e combater o fascismo, nada melhor que buscar informações e reflexões a respeito dele — e, melhor ainda, fazer isso com auxílio de livros.

1. O que É Fascismo?, de George Orwell
O escritor e jornalista inglês George Orwell, autor dos clássicos 1984 e A Revolução dos Bichos, colaborou com diversos jornais e revistas escrevendo ensaios de conteúdo político. O que é Fascismo? é uma coleção de vários desses textos. No que dá título ao livro, o autor critica o uso leviano do termo na mídia e defende que o fascismo seja tanto compreendido conceitualmente quanto mencionado com precisão pela imprensa. Em outros textos do livro, Orwell faz análises de obras literárias e reflexões a respeito das políticas de esquerda e cinema, entre outros temas.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 160

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 23,90

2. Nós, de Ievguêni Zamiátin
Nós, a principal obra do escritor russo Ievguêni Zamiátin, é uma ficção científica ambientada em um futuro assustador, no qual o governo autoritário “Estado Único” vigia as pessoas intensamente e controla todo tipo de comportamento. Censurado na União Soviética, o romance de Zamiátin narra a história do engenheiro D-503, que vive de acordo com as regras do estado, mas começa a questionar suas próprias convicções quando conhece uma misteriosa mulher que não as cumpre. Nós é considerada a primeiríssima distopia e inspirou várias outras, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.

Editora: Aleph

Páginas: 344

Preço: R$ 59,90

3. A Segunda Pátria, de Miguel Sanches Neto
E se o Brasil tivesse aderido ao nazismo? O romance A Segunda Pátria, do escritor paranaense Miguel Sanches Neto, parte desta pergunta para imaginar o que teria acontecido com o Brasil se, em 1938, o então presidente Getúlio Vargas tivesse firmado uma aliança com a Alemanha nazista. O autor, baseando-se em pesquisa sobre a infiltração do nazismo na América do Sul e a Segunda Guerra Mundial, conta em A Segunda Pátria a história do engenheiro Adolpho. O personagem é negro e torna-se perseguido pelo sistema; seus direitos são suspendidos e, assim como os outros negros, torna-se um escravo, não diferente do período colonial. A bela jovem de descendência alemã Hertha é cobiçada por vários homens e vive sua vida sexual livremente. Ela guarda um segredo e, por causa disso, passa a ser vigiada por oficiais. Enquanto isso, a ideologia disseminada por Hitler cresce nos estados sulistas e ameaça abranger o restante do Brasil, tendo índios e mestiços na mira.

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 14,90

4. Como Conversar com um Fascista, de Marcia Tiburi
Com linguagem acessível, a filósofa Marcia Tiburi fala sobre o autoritarismo no cotidiano do brasileiro e defende o diálogo como forma de resistência ao fascismo e reação aos ataques à democracia. A abordagem da autora passa da política praticada no dia a dia ao papel da comunicação em massa, especialmente da TV, nesse cenário. Tiburi propõe uma estratégia no momento de diálogo com pessoas autoritárias e violentas. A filósofa diz que Como Conversar com um Fascista é sua livro de “autoajuda”. A Folha de S.Paulo chamou a obra de “antídoto para a barbárie”.

Editora: Record

Páginas: 196

Preço: R$ 44,90

5. Sobre a Tirania, de Timothy Snyder
Poucos dias após Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos, Timothy Snyder, historiador e professor em Yale, postou um “textão” no Facebook a respeito da vitória do republicano. No post, que logo viralizou, Snyder resgata momentos da história do século 20 que podem nos oferecer lições valiosas a respeito dos rumos que a política tem tomado. “Não somos mais sábios do que os europeus que viram a democracia dar lugar ao fascismo, ao nazismo ou ao comunismo”, escreveu. “Nossa única vantagem é poder aprender com a experiência deles.” Em Sobre a Tirania, Snyder se aprofunda no assunto de seu post e proporciona uma leitura rápida e elucidativa a respeito do autoritarismo.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 168

Preço: R$ 24,90; e-book R$ 16,90

6. As Mulheres do Nazismo, de Wendy Lower
Historiadora e consultora do Museu do Holocausto, Wendy Lower investiga em As Mulheres do Nazismo a participação das mulheres na trajetória do regime de Hitler. A autora levanta informações a respeito das diversas funções que centenas de milhares delas tiveram na propagação dos ideais nazistas, seja como professoras, enfermeiras ou até mesmo torturadoras. “O genocídio é coisa de mulheres também. Tendo ‘oportunidade’, as mulheres se aliam a ele, mesmo em seus aspectos mais sangrentos”, escreveu Lower. “Reduzir a culpa das mulheres a poucos milhares de guardas femininas desencaminhadas por lavagem cerebral não representa a realidade do Holocausto”, defende.

Editora: Rocco

Páginas: 288

Preço: R$ 34,90; e-book R$ 24

7. V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd
V de Vingança, um dos principais quadrinhos dos anos 1980 e também uma das obras mais importantes de seus autores, conta a história de V, um rebelde anarquista que luta contra o governo fascista que domina o Reino Unido. Ambientada em um futuro distópico após uma fictícia guerra nuclear que quase aniquilou todo o restante da Terra, o quadrinho acompanha a trajetória do personagem, que planeja assassinar os líderes do governo e incentivar a população a exigir um governo democrático.

Editora: Vertigo/Panini

Páginas: 304

Preço: R$ 69

8. Mussolini e a Itália Fascista, de Martin Blinkhorn
Este livro do historiador britânico Martin Blinkhorn, especialista em Europa moderna, é ideal para quem busca conhecimentos básicos a respeito do tema. O que é fascismo? Como Mussolini chegou ao poder na Itália? Com precisão e linguagem descomplicada, o livro de Blinkhorn responde essas perguntas. Desde seu lançamento em 1984, a obra é uma das principais sobre o fascismo e serve tanto para estudantes de ciências sociais quanto curiosos a respeito da história do século 20.

Editora: Paz e Terra/Record

Páginas: 118

Preço: R$ 25

9. Crer e Destruir, de Christian Ingrao
Em Crer e Destruir, o historiador especializado em nazismo Christian Ingrao investiga o que aconteceu com oitenta jovens intelectuais que trabalharam junto ao Terceiro Reich. Para resgatar a trajetória desses rapazes, Ingrao fez uma rigorosa pesquisa em arquivos dos nazistas, buscou compreender como eram as universidades naquela época e o que levou esses jovens a escolher o caminho de colaborar com o genocídio em massa promovido por Hitler. “O nazismo suscitou um imenso ‘fervor’. Não só entre as massas, mas também dentre aqueles de quem se poderia esperar que a inteligência e a cultura fossem baluartes contra a abjeção”, opinou o Le Monde sobre o livro.

Editora: Zahar

Páginas: 480

Preço: R$ 89,90; e-book R$ 59,90

Questão – Enem

Questão:

1-  Em 1929, a bolsa de valores de Nova York enfrentou uma crise econômica que refletiu no mundo inteiro.O Brasil, sendo o principal país exportador de café, principalmente para a Europa e Estados Unidos, teve sua economia desequilibrada, uma vez que essa dependia diretamente da exportação. Um ano depois, o atual presidente da época: Washington Luís, foi destituído através de um movimento político e Getúlio Vargas assumiu o poder. Neste contexto, instituiu-se um esboço fundamentado na industrialização para o desenvolvimento nacional, fato que pode ter inspirado a criação de medidas governamentais a favor do setor industrial.

Foram algumas das medidas adotadas por Vargas:

 

a) Incentivos às indústrias internacionais para que assim elas pudessem se alojar  no país; criou o Conselho do Café que teve como o principal objetivo a implementação de leis do trabalho agrícola

 

b) Plano de Metas, onde teve a criação e o investimento de empresas estatais, fortalecendo a economia nacional, gerando assim mais empregos e consequentemente a criação de leis trabalhistas

 

c) Concentrou-se em importações , dinamizou a indústria criando as estatais, fortalecendo as indústrias de base; desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar fazendo a importação ser um ato mais barato e acessível aos brasileiros.

 

d) Desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar,  para que o produto importado ficasse mais caro; regulação do mercado de trabalho, instituindo o salário mínimo, a justiça do trabalho e as férias remuneradas; implantação de leis e tributos sobre produtos específicos que podem ser fabricados internamente.

 

e) A partir de 1942 começaram ser implementadas indústrias estatais no país, como a usina de Volta Redonda, siderúrgica comprada por Vargas dos EUA, que participa da organização do espaço industrial brasileira por meio da internacionalização da economia, essa prática política abriu espaço para a entrada de capitais estrangeiros assim como aumentou a oferta de trabalho no país.

 

Explicação da alternativa certa(alternativa d)

Para superar a crise econômica que afetou o Brasil e incentivar sua industrialização, Getúlio Vargas desvalorizou o real em relação ao dólar, a essa maneira quando um indivíduo importasse pagaria mais caro do que se produzisse no país. O mercado de trabalho sofreu alterações para que estes servissem de atrativo para se adquirir o emprego, podemos citar: o salário mínimo, Justiça do trabalho, férias remuneradas. Vargas também implantou tributos sobre determinados produtos, para mais uma vez a produção nacional ser barateada, já que esses produtos podem ser produzidos internamente. O governo de Getúlio foi marcado pela nacionalização da economia. Houve a criação das indústrias de base para que se assim fossem impulsionados outros ramos industriais, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional, importante centro de produção de aço, a Companhia Vale do Rio Doce, atual Vale, empresa responsável pela exploração de diversos minerais e  a Petrobras, importante produtora de energia

Nacionalismo no Brasil

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Depois da Segunda Guerra Mundial, acentuou-se a característica essencial do nacionalismo brasileiro contemporâneo: a independência econômica, isto é, a transferência dos comandos da economia nacional e do destino econômico do país para mãos nacionais. Essa aspiração se traduziu numa política cujos fundamentos básicos foram à industrialização e o avanço tecnológico; a interferência do Estado no domínio econômico, com o objetivo de dirigir as medidas promocionais do desenvolvimento; e a participação direta do Estado no processo de industrialização mediante iniciativas pioneiras. Os dois grandes momentos de afirmação do nacionalismo econômico foram à construção da usina siderúrgica de Volta Redonda, na década de 1940, e a campanha nacional pelo monopólio estatal da prospecção, lavra e refino do petróleo na década de 1950, que levou à criação da Petrobrás.

A revolução de Vargas, em 1930, acentuou bastante as medidas em defesa do nacionalismo brasileiro. O nacionalismo ressurgiu com toda a intensidade no início dos anos 80, quando a nação passava por um processo de destruição das estruturas econômicas, de camadas significativas da população e da soberania nacional.

O nacionalismo está em alta no Brasil. A onda parece bastante forte. Um sintoma recente foi a intensa repercussão do cinqüentenário da morte de Getúlio Vargas, a figura histórica mais identificada com o nacionalismo brasileiro. Até alguns tucanos e integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso, redescobrem os méritos e virtudes do nacionalismo.

Além das músicas citadas anteriormente, vemos atualmente uma série de filmes que retratam a vida das pessoas durante a ditadura militar no Brasil. Nestes longas, desvendam-se os personagens, fatos e consequências do golpe militar, que durou 21 anos. Aqui destacamos seis filmes que apresentam de maneira sólida o retrato da ditadura no nosso país:

  1. Manhã cinzenta (1968): Esse, se passa numa ditadura latino-americana, na ficção um casal é preso durante uma passeata e posteriormente tordurado e interrogado por um robô. Na época, a ditadura tirou o filme de circulação, porém ainda uma cópia dele sobreviveu e ela mostra coragem que o produtor teve em apresentá-lo na época. O autor morreu em 1978, após várias sessões de tortura.
  2. Nunca fomos tão felizes (1984): O filme passado no último ano do período militar retrata o reencontro entre um pai e seu filho, após oito anos. O pai passou anos numa prisão e o filho num colégio interno. Esses oito anos são colocados à prova dentro de um apartamento, onde o filho tenta descobrir qual a real identidade do seu pai.
  3. O que é isso, companheiro? (1997): Esse é marcado como a primeira produção de grande porte sobre a ditadura. Na obra, o autor narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda. O longa chamou atenção ao ocorrido (regime militar) e inclusive foi indicado à um Óscar.
  4. Ação entre amigos (1998): Aqui, quatro amigos se reencontram 25 anos depois do término do regime militar. Durante a ditadura, os quatro haviam sido torturados e decidem então, tantos anos depois acertar as contas com o torturador, que é também o homem que matou a namorada de um deles na época.
  5. O ano em que meus pais saíram de férias (2006): Este filme retrata pelos olhos de uma criança ose efeitos da ditadura dentro das famílias. O protagonista é um menino de 12 anos que foi deixado pelos pais, de esquerda, na casa do avô. O garoto, espera a volta dos pais, e enquanto isso passa a perceber como é o mundo à sua volta.
  6. Tatuagem (2013): O longa vai totalmente contra qualquer tipo de censura. Contrapõe os militares e artistas da época, mas transforma os últimos deles em verdadeiros soldados. Destes últimos, o líder se apaixona por um recruta e este se encanta pelo modo de vida que o grupo leva.