Questão – Enem

Questão:

1-  Em 1929, a bolsa de valores de Nova York enfrentou uma crise econômica que refletiu no mundo inteiro.O Brasil, sendo o principal país exportador de café, principalmente para a Europa e Estados Unidos, teve sua economia desequilibrada, uma vez que essa dependia diretamente da exportação. Um ano depois, o atual presidente da época: Washington Luís, foi destituído através de um movimento político e Getúlio Vargas assumiu o poder. Neste contexto, instituiu-se um esboço fundamentado na industrialização para o desenvolvimento nacional, fato que pode ter inspirado a criação de medidas governamentais a favor do setor industrial.

Foram algumas das medidas adotadas por Vargas:

 

a) Incentivos às indústrias internacionais para que assim elas pudessem se alojar  no país; criou o Conselho do Café que teve como o principal objetivo a implementação de leis do trabalho agrícola

 

b) Plano de Metas, onde teve a criação e o investimento de empresas estatais, fortalecendo a economia nacional, gerando assim mais empregos e consequentemente a criação de leis trabalhistas

 

c) Concentrou-se em importações , dinamizou a indústria criando as estatais, fortalecendo as indústrias de base; desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar fazendo a importação ser um ato mais barato e acessível aos brasileiros.

 

d) Desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar,  para que o produto importado ficasse mais caro; regulação do mercado de trabalho, instituindo o salário mínimo, a justiça do trabalho e as férias remuneradas; implantação de leis e tributos sobre produtos específicos que podem ser fabricados internamente.

 

e) A partir de 1942 começaram ser implementadas indústrias estatais no país, como a usina de Volta Redonda, siderúrgica comprada por Vargas dos EUA, que participa da organização do espaço industrial brasileira por meio da internacionalização da economia, essa prática política abriu espaço para a entrada de capitais estrangeiros assim como aumentou a oferta de trabalho no país.

 

Explicação da alternativa certa(alternativa d)

Para superar a crise econômica que afetou o Brasil e incentivar sua industrialização, Getúlio Vargas desvalorizou o real em relação ao dólar, a essa maneira quando um indivíduo importasse pagaria mais caro do que se produzisse no país. O mercado de trabalho sofreu alterações para que estes servissem de atrativo para se adquirir o emprego, podemos citar: o salário mínimo, Justiça do trabalho, férias remuneradas. Vargas também implantou tributos sobre determinados produtos, para mais uma vez a produção nacional ser barateada, já que esses produtos podem ser produzidos internamente. O governo de Getúlio foi marcado pela nacionalização da economia. Houve a criação das indústrias de base para que se assim fossem impulsionados outros ramos industriais, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional, importante centro de produção de aço, a Companhia Vale do Rio Doce, atual Vale, empresa responsável pela exploração de diversos minerais e  a Petrobras, importante produtora de energia

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Nacionalismo no Brasil

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Depois da Segunda Guerra Mundial, acentuou-se a característica essencial do nacionalismo brasileiro contemporâneo: a independência econômica, isto é, a transferência dos comandos da economia nacional e do destino econômico do país para mãos nacionais. Essa aspiração se traduziu numa política cujos fundamentos básicos foram à industrialização e o avanço tecnológico; a interferência do Estado no domínio econômico, com o objetivo de dirigir as medidas promocionais do desenvolvimento; e a participação direta do Estado no processo de industrialização mediante iniciativas pioneiras. Os dois grandes momentos de afirmação do nacionalismo econômico foram à construção da usina siderúrgica de Volta Redonda, na década de 1940, e a campanha nacional pelo monopólio estatal da prospecção, lavra e refino do petróleo na década de 1950, que levou à criação da Petrobrás.

A revolução de Vargas, em 1930, acentuou bastante as medidas em defesa do nacionalismo brasileiro. O nacionalismo ressurgiu com toda a intensidade no início dos anos 80, quando a nação passava por um processo de destruição das estruturas econômicas, de camadas significativas da população e da soberania nacional.

O nacionalismo está em alta no Brasil. A onda parece bastante forte. Um sintoma recente foi a intensa repercussão do cinqüentenário da morte de Getúlio Vargas, a figura histórica mais identificada com o nacionalismo brasileiro. Até alguns tucanos e integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso, redescobrem os méritos e virtudes do nacionalismo.

Além das músicas citadas anteriormente, vemos atualmente uma série de filmes que retratam a vida das pessoas durante a ditadura militar no Brasil. Nestes longas, desvendam-se os personagens, fatos e consequências do golpe militar, que durou 21 anos. Aqui destacamos seis filmes que apresentam de maneira sólida o retrato da ditadura no nosso país:

  1. Manhã cinzenta (1968): Esse, se passa numa ditadura latino-americana, na ficção um casal é preso durante uma passeata e posteriormente tordurado e interrogado por um robô. Na época, a ditadura tirou o filme de circulação, porém ainda uma cópia dele sobreviveu e ela mostra coragem que o produtor teve em apresentá-lo na época. O autor morreu em 1978, após várias sessões de tortura.
  2. Nunca fomos tão felizes (1984): O filme passado no último ano do período militar retrata o reencontro entre um pai e seu filho, após oito anos. O pai passou anos numa prisão e o filho num colégio interno. Esses oito anos são colocados à prova dentro de um apartamento, onde o filho tenta descobrir qual a real identidade do seu pai.
  3. O que é isso, companheiro? (1997): Esse é marcado como a primeira produção de grande porte sobre a ditadura. Na obra, o autor narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda. O longa chamou atenção ao ocorrido (regime militar) e inclusive foi indicado à um Óscar.
  4. Ação entre amigos (1998): Aqui, quatro amigos se reencontram 25 anos depois do término do regime militar. Durante a ditadura, os quatro haviam sido torturados e decidem então, tantos anos depois acertar as contas com o torturador, que é também o homem que matou a namorada de um deles na época.
  5. O ano em que meus pais saíram de férias (2006): Este filme retrata pelos olhos de uma criança ose efeitos da ditadura dentro das famílias. O protagonista é um menino de 12 anos que foi deixado pelos pais, de esquerda, na casa do avô. O garoto, espera a volta dos pais, e enquanto isso passa a perceber como é o mundo à sua volta.
  6. Tatuagem (2013): O longa vai totalmente contra qualquer tipo de censura. Contrapõe os militares e artistas da época, mas transforma os últimos deles em verdadeiros soldados. Destes últimos, o líder se apaixona por um recruta e este se encanta pelo modo de vida que o grupo leva.

O golpe militar de 1964 instaurou no Brasil uma forte censura, praticada através dos Atos Institucionais, criados para aumentar a repressão do Estado sobre a população ou qualquer manifestação que fosse contrária ao governo imposto no país. Não demorou para a música – enquanto manifestação artístico-cultural de forte teor político – estar entre os principais alvos da censura. Mas nem isso calava a voz dos artistas. Assim, conheça algumas músicas de protesto à Ditadura Militar.

Se você curte esse tema e deseja ler algo para aprofundar ainda mais no assunto, sugerimos a leitura do livro “Cale-se”: Mpb e Ditadura Militar, que trata das letras das canções compostas nos anos mais duros da ditadura (1964 a 1974), e reforça a ideia de que a música serviu – e serve – como uma importante ferramenta de comunicação, carregando mensagens (as mais variadas possíveis) com as palavras e frases que formam suas letras.

*Alegria , alegria

A música Alegria, Alegria foi lançada em 1967, por Caetano Veloso. Valorizava a ironia, a rebeldia e o anarquismo a partir de fragmentos do dia-a-dia. Em cada verso, revelações da opressão ao cidadão em todas as esferas sociais. A letra critica o abuso do poder e da violência, as más condições do contexto educacional e cultural estabelecido pelos militares, aos quais interessava formar brasileiros alienados.

Trecho: O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…

 

*Caminhando

Caminhando (Pra não dizer que falei das flores) é uma música de Geraldo Vandré, lançada em 1968. Vandré foi um dos primeiros artistas a ser perseguido e censurado pelo governo militar. A música foi a sensação do Festival de Música Brasileira da TV Record, se transformando em um hino para os cidadãos que lutavam pela abertura política. Através dela, Vandré chamava o público à revolta contra o regime ditatorial e ainda fazia fortes provocações ao exército.

Trecho: Há soldados armados / Amados ou não / Quase todos perdidos / De armas na mão / Nos quartéis lhes ensinam / Uma antiga lição: De morrer pela pátria / E viver sem razão

 

*Cálice

A música Cálice, lançada por Chico Buarque em 1973, faz alusão a oração de Jesus Cristo dirigida a Deus no Jardim do Getsêmane: “Pai, afasta de mim este cálice”. Para quem lutava pela democracia, o silêncio também era uma forma de morte. Para os ditadores, a morte era uma forma de silêncio. Daí nasceu a ideia de Chico Buarque: explorar a sonoridade e o duplo sentido das palavras “cálice” e “cale-se” para criticar o regime instaurado.

Trecho: De muito gorda a porca já não anda (Cálice!) / De muito usada a faca já não corta / Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!) / Essa palavra presa na garganta

 

*O bêbado e o equilibrista

O bêbado e o equilibrista, foi composto por Aldir Blanc e João Bosco e gravado por Elis Regina, em 1979. Representava o pedido da população pela anistia ampla, geral e irrestrita, um movimento consolidado no final da década de 70. A letra fala sobre o choro de Marias e Clarisses, em alusão às esposas do operário Manuel Fiel Filho e do jornalista Vladimir Herzog, assassinados sob tortura pelo exército.

Trecho: Que sonha com a volta / Do irmão do Henfil / Com tanta gente que partiu / Num rabo de foguete / Chora! A nossa Pátria Mãe gentil / Choram Marias e Clarisses / No solo do Brasil…

 

*Mosca na sopa

Mosca na sopa é uma música de Raul Seixas, lançada em 1973. Apesar das controvérsias acerca do sentido da música, a letra faz uma referência clara à ditadura militar. Através de uma metáfora, o povo é a “mosca” e, a ditadura militar, “a sopa”. Desta forma, o povo é apresentado como aquele que incomoda, que não pode ser eliminado, pois sempre vão existir aqueles que se levantam contra regimes opressores.

Trecho: E não adianta / Vir me detetizar / Pois nem o DDT / Pode assim me exterminar / Porque você mata uma / E vem outra em meu lugar

 

Outras músicas que valem apena destacar são : Carcará – João do Vale e José Cândido / Opinião -Zé Kéti /Sinal fechado -Paulinho da Viola /Comportamento Geral -Gonzaguinha /Jorge Maravilha – Chico Buarque

Dicas de filmes sobre a República Velha, 1889 a 1930

Os feitos políticos, sociais e ideológicos da época da república velha conduziram a criação de documentários, filmes e livros. Esses para informar à sociedade sobre o legado passado, podendo sofrer algumas adaptações, a depender do autor/diretor. A seguir veja algumas dicas de filmes que consagram essa época:

  • “A chacina dos coronéis”,

Direção de João Batista de Andrade, Brasil, 1999.

 

  • “Libertários”,

Direção de Lauro Escorel Filho, Brasil, 1976.

 

  • “Colônia Cecília”,

Direção Guto Pasko. Brasil, 2011.

 

  • “Canudos”,

Direção de Ipojuca Pontes, Brasil, 1979.

 

  • “Abril”,

Direção de Walter Salles, Brasil, 2001.

 

  • “O País dos Tenentes”,

Direção de João Batista de Andrade, Brasil, 1987.

 

  • “Eternamente Pagú”,

Direção de Norma Bengell, 1988.

 

  • “A guerra dos pelados”,

Direção de Sylvio Back, 1971.

 

  • “O arraial”,

Direção de Otto Guerra e Adalgiza Luz, 1997.

 

  • “Abril despedaçado”,

Direção de Walter Salles, 2001

Fonte:http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/23-filmes-sobre-a-republica-velha-1889-a-1930/

 

Curiosidades

  • É comum dizer- se que houve a proclamação da república, sendo essa a primeira desde o coronelismo. Todavia essa mais se assemelha a um golpe de Estado, uma vez que não ocorreu o apoio popular e os executores (militares) ocuparam o cargo de poder de um imperador com um sistema legal e constitucional, o qual chegou a esse patamar por voto popular.

 

  • Pelo Brasil já se passaram cerca de 37 presidentes que possuíam ideologias políticas distintas.

 

  • O vasto número de presidentes nos evidencia um episódio de instabilidade política

 

  • O período republicano já dura cerca de 127 anos, o Brasil já possuiu 6 construções federativas

 

  • O brasão da república traz marcas do café e do fumo

 

Primeira República: Coronelismo, Mandonismo e Clientelismo.

A Primeira República no Brasil foi iniciada em 15 de novembro de 1889, com o fim da monarquia, e durou até a Revolução de 1930, quando passou a ser chamada de República Velha. Também foi denominada pelos historiadores por República Oligárquica, República de Coronéis e República do Café com Leite.

A adoção do presidencialismo e do federalismo como forma organizativa do Estado foram as principais características da Constituição de 1891, o que acarretou em uma política de alianças para a ocupação da presidência e em uma liberdade política aos governadores dos estados da Federação.

O Coronelismo é uma prática na política brasileira, um comportamento social e político prejudicial e recorrente. Se caracteriza pelo controle da política por um pequeno grupo de privilegiados que definem os rumos políticos de uma cidade ou região, utilizando-se muitas vezes de meios ilegais.Esses coronéis exerciam, inclusive acima da lei, a autoridade de fato em sua “jurisdição”, que podia ser um vilarejo, uma pequena cidade, ou mesmo toda uma região. Sua palavra não poderia ser questionada, e a sua vontade política deveria prevalecer sempre.

No bojo do patriarcalismo e do coronelismo em si estão de forma latente tanto o mandonismo, como o paternalismo. Por meio do próprio mando, da austeridade de suas regras, é que o patriarca fazia valer seu poder. Era assim, na figura do paternalista, e personalista de seu caráter, que para si conclamava toda a direção e regulação de suas terras, de sua gente, e até mesmo – de maneira direta ou indireta – do Estado.

Não somente o coronelismo, mas também a promoção de políticas clientelistas são fatores que criam as condições para o estabelecimento de uma sociedade (ou de um eleitorado) inclinada à apatia em relação aos acontecimentos políticos, mas corrompida pelo desejo do atendimento de seu interesse, da esfera privada. O clientelismo representa a troca de favores dentro de uma relação política por apoio, tendo no voto uma possível moeda de troca por benesses entre aqueles que detêm o controle do Estado e o eleitorado, prática muito presente na história política do país, lado a lado com outras como o coronelismo e o mandonismo.